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Mind Hacker - Espaço Maker

Publicado: Terça, 16 de Abril de 2019, 08h15 | Última atualização em Quarta, 29 de Maio de 2019, 14h35 | Acessos: 592

Você já ouviu falar em espaços de aprendizagem alternativos? Esses são ambientes que oferecem algo além da tradicional metodologia de ensino na sala de aula e propiciam, por exemplo, o uso da tecnologia na educação, tornando o conteúdo mais prático, lúdico e propiciando uma aprendizagem ativa.

No Câmpus Capivari do IFSP existe um desses espaços, o Mind Hacker – Espaço Maker. A ideia é fortalecer o protagonismo do educando no processo de ensino-aprendizagem, a partir das práticas “Do It Yourself” (Faça Você Mesmo) e “Do It With Others” (Faça com Outros).

No Espaço Maker, o processo de ensino-aprendizagem se dá de modo autônomo, ou seja, quem deseja utilizá-lo tem a autonomia para pesquisar, planejar e executar projetos/aulas. Nesse ambiente, os discentes assumem o protagonismo e o docente atua como mediador. Assim, o aluno passa a não mais ser totalmente dependente do professor que entregava o conteúdo pronto, podendo buscar métodos que facilitem sua aprendizagem e absorção de conteúdo, de maneira mais prática.

O Mind Haker possui equipamentos como a impressora 3D, que podem ser utilizados para fabricar diversos materiais para serem usados em aula. “Nós construímos uma formiga gigante, que os professores de biologia podem usar, por exemplo, para explicar a anatomia do animal. Isso proporciona uma forma muito mais interativa de aprender e ensinar”, contou Larissa Isabela Alves, que é aluna do curso de Tecnologia em Processos Químicos e foi bolsista do Espaço Maker no ano passado. Ela explica que, por ser um ambiente de aprendizagem alternativa, todo e qualquer docente ou discente que deseja utilizar o Espaço pode fazê-lo, pois ele é adaptável. Segunda ela, lá acontecem desde aulas de Química até aulas de Libras; de Arduíno a aulas de Canto e Instrumentação, além de oficinas diversas.

A professora de Química Paloma Epprecht e Machado de Campos Chaves foi uma das idealizadoras do Espaço Maker do Câmpus Capivari. Ela conta que a iniciativa surgiu a partir de um curso de aperfeiçoamento interno, pensado para mobilizar a partir dos seguintes questionamentos: será que as salas de aula são os melhores espaços para se aprender? Será que os laboratórios de química e física, por exemplo, contemplam todas as possibilidades de aprendizagem? O curso durou um ano e nesse período os professores conheceram espaços de aprendizagem alternativos em diversas instituições.

Após conseguir parcerias e mobilizar a comunidade, o Espaço Maker do Câmpus Capivari começou a funcionar em 2018. Segundo a professora, vários estudantes participaram do processo, no que ela chamou de uma experiência coletiva. Foram eles que escolheram o nome e criaram a identidade para o Mind Hacker. “A ideia é essa, valorizar o protagonismo dos estudantes, criar um espaço aberto e rico de aprendizagem”, contou.

Durante o ano de 2018 foram desenvolvidos vários projetos no Espaço Maker, entre eles projetos de robótica que contaram tanto com envolvimento da comunidade interna, quanto externa do Câmpus Capivari. Fora do câmpus, houve uma parceria com Centro de Referência de Assistência Social (Cras), dos municípios de Capivari e Rafard, onde os bolsistas ministravam aulas de robótica para crianças e adolescentes de comunidades carentes em parceria com as prefeituras municipais.

Outra parceria foi firmada com duas escolas municipais de Capivari: Escola Municipal Laura Quagliato Pacheco e Escola Municipal Augusto Castanho, onde professores e alunos foram apresentados à Cultura Maker e puderam, por meio dela, conhecer e pensar em novas estratégias didáticas para facilitar o ensino e a aprendizagem.

De acordo com o professor Gustavo Matarazzo Rezende, coordenador do Projeto Maker, as oficinas de robótica para a comunidade externa estão em fase de reedição e devem ser reimplementadas ao longo deste ano.

Confira em vídeo.

Acesse o site feito por alunos do curso Licenciatura em Química sobre a Cultura Maker.

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