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IFSP inicia curso piloto em formato híbrido de Instalador de Sistemas Fotovoltaicos

Publicado: Domingo, 20 de Novembro de 2022, 12h26 | Última atualização em Domingo, 20 de Novembro de 2022, 12h26 | Acessos: 24

Câmpus São Paulo está ofertando a capacitação no âmbito do projeto Profissionais do Futuro e do programa EnergIFE da Rede Federal


A aula inaugural do curso de Instalador de Sistemas Fotovoltaicos do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), Câmpus São Paulo,  aconteceu na última quinta-feira, 17/11. O curso é um piloto do formato híbrido da capacitação ofertada na Rede Federal no âmbito do projeto Profissionais do Futuro e do programa EnergIFE, e que poderá ser replicado pelas instituições da Rede Federal ligadas ao projeto. A partir de agora, os estudantes receberão uma capacitação de 160 horas, com parte das aulas on-line, síncronas e assíncronas, e parte presencial, nos laboratórios do câmpus.

O “Profissionais do Futuro: competência para a energia verde” é um projeto de cooperação técnica do Ministério da Educação (MEC) com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH (GIZ), organização alemã, com o intuito de melhorar a empregabilidade em setores voltados ao desenvolvimento econômico verde do país. E o “EnergIFE” é um programa do MEC com cinco eixos de ações para o desenvolvimento em Energias Renováveis e Eficiência Energética nas Instituições Federais de Educação.

Em andamento desde 2016, essa parceria já possibilitou a capacitação de 634 docentes da Rede Federal e 87 de universidades; a criação de sete laboratórios de energia solar e sete centros de excelência em energia; a instalação de mais de 1.440 usinas fotovoltaicas nos institutos; a publicação de dez currículos de itinerários formativos; além de realizar o mapeamento de infraestrutura de energia dos institutos federais e produzir um guia de parcerias com empresas, capacitar e apoiar docentes na elaboração de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

Professores conteudistas do cursoO curso de "Instalador de Sistemas Fotovoltaicos", até então ofertado de forma totalmente presencial, já formou quase nove mil profissionais, e poderá alcançar os 17 mil formados em 2023. No formato híbrido, o conteúdo do curso foi desenvolvido com os melhores profissionais de cada disciplina, permitindo a superação das barreiras geográficas, e ao mesmo tempo, otimizando as atividades práticas nos laboratórios das escolas. Com isso, há a expectativa dos envolvidos na elaboração de reduzir a evasão dos alunos e alunas, potencializando o apoio da Rede Federal na oferta de profissionais qualificados ao mercado de energia fotovoltaica.

Bianca Cruz, uma das alunas do curso, já atua profissionalmente com semicondutores, mas conta que pretende direcionar sua carreira para a área de Elétrica, e viu no curso a oportunidade. “O fato de ser híbrido facilita do ponto de vista da locomoção, da concentração para o estudo, com a certeza de, na parte prática, estarmos no câmpus para pôr a ‘mão na massa’”, ressaltou a estudante.

Além de docentes do IFSP, entre os conteudistas do curso estão professores do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), Instituto Federal da Bahia (IFBA), Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) e do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). Eles compareceram à aula inaugural e puderam relatar um pouco da experiência da produção do curso, desafios e expectativas para o desenvolvimento das atividades.

Conforme a professora Cintia Gonçalves, coordenadora do curso, a procura pelo curso ultrapassou as expectativas no período de inscrições. “Esperamos que a oferta deste curso se prolongue e se repita várias vezes, não apenas no Câmpus São Paulo, mas em toda a Rede Federal”, destacou ela.

Durante a aula inaugural, os presentes acompanharam o debate promovido entre dois profissionais de renome da área, Carlos Evangelista, presidente do conselho deliberativo da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), e Carlos Felipe Café, diretor de Engenharia de Tecnologia da FortlevSolar, sob a mediação do professor Luis Rosa, do Câmpus São Paulo. Eles trataram sobre a demanda do mercado de trabalho do setor fotovoltaico por instaladores qualificados e a importância do bom profissional para a segurança das instalações.

Como ressaltaram os debatedores, o conteúdo do curso está acima da média quando se trata da formação atual ofertada na área, no que diz respeito à carga horária e atividades, além de ser gratuito. Como conta o aluno Rodrigo Diogo, que já está no curso técnico subsequente em Eletrotécnica no Câmpus São Paulo, seu interesse pelo curso veio da procura por uma área que está com mais oportunidades no mercado de trabalho da energia.Carlos Evangelista, da ABGE

A cerimônia também contou com uma apresentação da coordenadora de energia do projeto Profissionais do Futuro, Roberta Knopki, da GIZ, para contextualizar as atividades e apresentar os resultados alcançados, e um estande de uma empresa parceira do câmpus com a exposição de materiais específicos do trabalho de instalação de energia fotovoltaica.

A mesa de abertura teve a presença da coordenadora-geral dos programas na Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC, Jéssica Santos, a pró-reitora de Extensão do IFSP, Gabriela Arduino, o diretor-geral do Câmpus São Paulo, Alberto Akio Shiga, e a coordenadora da GIZ, Roberta Knopki. Na plateia, estiveram presentes estudantes e demais profissionais envolvidos na oferta do curso.

 
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